terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A quem interessa denegrir o ENEM ?
As exigências feitas ao Enem são ideológicas e não técnicas
23 de janeiro de 2012 às 11:21 Nenhum Comentário
Fernando Haddad pôs o dedo na ferida ao considerar que as exigências que alguns promotores e a Justiça têm feito ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) têm muito mais aspectos ideológicos que técnicos.Em nenhum processo seletivo, seja os vestibulares das universidades mais famosas, como os realizados pela Fuvest (USP), Vunesp (Unesp), concursos públicos realizados pela Fundação Carlos Chagas, pela própria Vunesp ou outras instituições, a maioria privadas, o Ministério Público se mobiliza para questionar critérios de correção, exigir devolução de provas para conferência, entre outros.
A argumentação de que os critérios de correção são “subjetivos” é piada. Vários concursos públicos para cargos de nível superior em instituições públicas são feitos com base em questões dissertativas e até incluem redações. Ou ainda concursos para docentes em universidades que incluem “entrevistas” – os critérios não são subjetivos?
E os processos seletivos para ingresso em programas de pós graduação nas universidades que constam de redação, entrevistas e “análise de projetos”? E muitos programas de pós graduação sequer divulgam o número de vagas e as notas dos candidatos. Em 2010, houve um processo seletivo para o programa de pós graduação em serviço social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em que a prova “dissertativa” foi feita em um dia e dois dias depois saiu o resultado dos classificados. Impressionante a capacidade de trabalho dos docentes daquele programa que conseguem, em menos de dois dias, corrigir centenas de provas dissertativas!
Enfim, se houvesse de fato, uma preocupação do Ministério Público e da Justiça em exigir transparência dos processos seletivos, atuaria ou faria exigências em todos estes casos. Mas o que se vê é quase que uma obsessão com o Enem.
Por que? Será porque ele sinaliza para uma mudança nas formas de ingresso nas universidades, acabando com os famigerados vestibulares que tanto enriquecem fundações privadas e cursinhos pré-vestibulares? Ou porque ele evidencia os problemas do ensino médio e aponta para necessidades de mudança para além do mero preparo para vestibulares? Ou ainda porque ele tem possibilitado o ingresso de estudantes de escolas públicas em universidades públicas por meio do Sisu?
Enfim, toda esta “vigilância” aparente do MP, da mídia e da Justiça em relação ao Enem vai muito além da defesa do interesse público.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Da Série: O que o JN escondeu.
Revista do Brasil - Segredos do Caribe
Escrito por Guina em 14/01/2012
As evidências de que o dinheiro que arrematou estatais leiloadas pelo governo FHC enriqueceu também gente muito próxima do núcleo tucano transformam um livro em best-seller e a mídia em avestruz – e sugerem uma nova agenda política para o novo anoPor: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
No final dos anos 1990, Aloysio Biondi, aos 40 anos de profissão, era respeitado no meio jornalístico por não paparicar fontes nem políticos. Costumava guardar recortes de jornais, consultar documentos públicos de bancos, empresas, diários oficiais, fuçar balanços, fazer contas. Crítico do processo de privatizações desencadeado pelo governo de então, as portas começaram a se fechar. Suas colunas na Folha de S. Paulo foram reduzidas, e seu cachê, idem. Seus textos foram parar no extinto Diário Popular e em veículos da imprensa sindical. Antes de morrer, em julho de 2000, deixou o livro "O Brasil Privatizado". “O balanço geral mostra que o Brasil ‘torrou’ suas estatais, e não houve redução alguma na dívida interna”, escreveu.
Esse legado investigativo foi fonte de inspiração do jornalista mineiro Amaury Ribeiro Jr., como ele credita nas primeiras páginas de "A Privataria Tucana", lançado em dezembro. Graças à internet, o livro sobre mazelas políticas do país virou campeão de vendas no fim do ano – e promete ser determinante para a história de 2012.
Recheado de documentos públicos e obtidos em processos judiciais, a reportagem atira para diferentes lados. E pode ter ferido de morte expoentes do PSDB, envolvidos no processo de privatização durante a década de 1990.
Que a venda de estatais foi pautada por convicções ideológicas e interesses do mercado, até os beneficiados por elas admitem. A falta de transparência, a confusão entre interesses públicos e privados e as suspeitas de irregularidades permearam o processo. Reportagens publicadas no período ofereciam farto material – em fontes oficiais, escutas telefônicas e documentos de contas em paraísos fiscais.
A mesma velha mídia que fechara portas a Biondi reagiu com silêncio sepulcral. “Quando peguei a Veja da semana e vi que não tinha nada sobre o livro (risos)... Percebi que demos um nocaute na grande imprensa, na blindagem que têm os tucanos”, disse Amaury Ribeiro Jr., em debate realizado no auditório do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que Biondi também frequentou. O livro só foi mencionado em páginas de jornal e de revista quando apareceu entre os mais vendidos.
A investigação de Ribeiro Jr. começou em 2001, quando, recém-transferido para O Estado de Minas, em Belo Horizonte, foi encarregado de acumular material contra José Serra. A encomenda era proteger Aécio Neves, então e atual presidenciável tucano.
E o caso viria à tona em 2010, quando o jornalista foi apontado como membro de uma suposta “central de inteligência” da campanha petista pela eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República. Ele acredita ter sido vítima de uma armação para incriminá-lo, na tentativa de criar uma “vacina” contra uma eventual publicação do livro durante o processo eleitoral.
O jornalista revela documentos que indicam pagamento de Carlos Jereissati – do grupo La Fonte, que venceu o leilão para a compra da Telemar em 1998 – a Ricardo Sérgio de Oliveira.
O ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e tesoureiro de campanhas eleitorais de FHC e de Serra é apresentado como “artesão” dos consórcios de privatização – trabalho para o qual teria sido remunerado “extraoficialmente”. Documentar esse papel é, na visão do próprio Ribeiro Jr., uma das novidades do livro.
O ex-governador paulista é outro dos personagens centrais, tanto por iniciativas de contratar empresas de espionagem com dinheiro público no Ministério da Saúde e no Palácio do Planalto como por ter familiares envolvidos em operações de lavagem de dinheiro. A filha Verônica, o genro Alexandre Bourgeois e o primo de sua mulher Gregório Marin Preciado são os acusados.
Outros personagens carimbados das privatizações também aparecem, e vão além da figuração. Daniel Dantas, dono do banco Opportunity e protagonista dos malfeitos investigados pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, em 2008, é um deles.
São descritas operações ilegais para trazer ao país dinheiro guardado no exterior. Há curiosas revelações relacionadas à sociedade entre a irmã do banqueiro, Verônica Dantas, e a xará Verônica Serra. A parceria na Decidir.com estabelece um elo umbilical entre uma figura cercada de suspeitas e o núcleo familiar do cacique tucano.
Modus operandi
Boa parte das operações descritas pelo autor segue caminho semelhante. Por meio de doleiros, recursos de provável desvio de verbas ou pagamento de propinas é remetido ao exterior. Isso aconteceu em profusão por meio do Banestado, banco estadual paranaense, liquidado em 2000 pelo Banco Central. A lavanderia operada nos quatro últimos anos de existência da instituição incluía passagem pelos Estados Unidos para, depois, aportar nas Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe, e outros paraísos fiscais.
Na hora de trazer o recurso de volta, a chamada internalização, simula-se um investimento direto de empresa estrangeira em um empreendimento nacional. Por isso, a transação pouco comove o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda, que fiscaliza essas movimentações.
Mas a farsa cai diante da revelação de que as operações nas quais os mencionados no livro se envolveram eram promovidas com a assinatura da mesma pessoa tanto na saída dos recursos do paraíso fiscal como na entrada, no Brasil. Em outras palavras, o que parecia ser o país atraindo dinheiro de estrangeiros era, de fato, uma forma de esconder a origem do dinheiro e sonegar impostos.
Mais que a necessidade de se investigar e responsabilizar pública e penalmente os artífices de eventuais ilegalidades da privataria, o livro provoca uma discussão: a do combate à permissividade da legislação brasileira com transações financeiras via offshore. O nome desse tipo de empresa instalada em paraísos fiscais tem origem, não por acaso, no termo em inglês usado para designar ilhas usadas por piratas do século 18 para guardar tesouros.
O fato é que não há motivos para um investimento com dinheiro limpo precisar passar por paraísos fiscais. Esses locais, por não exigirem comprovação de origem nem detalhamento da identidade do depositante, servem amplamente a quem precisa esconder verbas públicas desviadas, manobras de sonegação de impostos ou rendimentos do crime organizado.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
EDUCAÇÃO.
16/01/2012 – 17h09
Públicas têm mais candidatos aprovados na OAB; veja lista
DE SÃO PAULO
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou nesta segunda-feira a relação das instituições de ensino que tiveram o melhor desempenho no 5º Exame de Ordem Unificado.
Veja a lista de todas as instituições
Segundo a entidade, as instituições públicas se destacaram entre as que mais tiveram estudantes aprovados no exame, que permite aos bacharéis atuarem como advogados.
O melhor desempenho foi da Universidade Federal do Espírito Santo, com 80,8% de alunos aprovados, seguido pela Universidade Federal de Pernambuco (78,6%) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (77,9%).
ESTADOS
O índice de aprovação do exame foi de 24%. Ao todo, 106.086 fizeram a prova e 26.010 passaram e vão receber a carteira profissional para exercer a advocacia.
A Bahia foi o Estado que, proporcionalmente, apresentou o melhor desempenho no Exame, com um índice de aprovação de 30,6% –dos 5.053 candidatos, 1.548 foram aprovados. Em segundo lugar ficou Santa Catarina, que obteve um índice de 29%, seguido de Rio Grande do Sul (28,78%), Rio de Janeiro (28,27%), Minas Gerais (27,63%)
UNIVERSIDADES QUE MAIS APROVARAM CANDIDATOS
Posição
Instituição
Índice de aprovação
1º
Universidade Federal do Espírito Santo
80,80%
2º
Universidade Federal de Pernambuco
78,57%
3º
Universidade Federal de Minas Gerais
77,89%
4º
Universidade Federal do Ceará
77,05%
5º
Universidade Federal de Juiz de Fora
76,12%
6º
Universidade Federal de Pelotas
74,67%
7º
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
73,81%
8º
Universidade de São Paulo
72,05%
9º
Universidade Federal do Paraná
71,64%
10º
Universidade de Federal de Santa Catarina
70,51%
11º
Universidade Federal de Viçosa
69,57%
12º
Fundação Universidade Federal do Rio Grande
69,44%
13º
Universidade Federal do Estado da Bahia
69,23%
14º
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
68,75%
15º
Universidade Federal da Bahia
68,14%
16º
Universidade Federal da Paraíba
66,67%
16º
Universidade Estadual de Montes Claros
66,67%
18º
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
66,18%
19º
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
66,13%
20º
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
65,16%
Públicas têm mais candidatos aprovados na OAB; veja lista
DE SÃO PAULO
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou nesta segunda-feira a relação das instituições de ensino que tiveram o melhor desempenho no 5º Exame de Ordem Unificado.
Veja a lista de todas as instituições
Segundo a entidade, as instituições públicas se destacaram entre as que mais tiveram estudantes aprovados no exame, que permite aos bacharéis atuarem como advogados.
O melhor desempenho foi da Universidade Federal do Espírito Santo, com 80,8% de alunos aprovados, seguido pela Universidade Federal de Pernambuco (78,6%) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (77,9%).
ESTADOS
O índice de aprovação do exame foi de 24%. Ao todo, 106.086 fizeram a prova e 26.010 passaram e vão receber a carteira profissional para exercer a advocacia.
A Bahia foi o Estado que, proporcionalmente, apresentou o melhor desempenho no Exame, com um índice de aprovação de 30,6% –dos 5.053 candidatos, 1.548 foram aprovados. Em segundo lugar ficou Santa Catarina, que obteve um índice de 29%, seguido de Rio Grande do Sul (28,78%), Rio de Janeiro (28,27%), Minas Gerais (27,63%)
UNIVERSIDADES QUE MAIS APROVARAM CANDIDATOS
Posição
Instituição
Índice de aprovação
1º
Universidade Federal do Espírito Santo
80,80%
2º
Universidade Federal de Pernambuco
78,57%
3º
Universidade Federal de Minas Gerais
77,89%
4º
Universidade Federal do Ceará
77,05%
5º
Universidade Federal de Juiz de Fora
76,12%
6º
Universidade Federal de Pelotas
74,67%
7º
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
73,81%
8º
Universidade de São Paulo
72,05%
9º
Universidade Federal do Paraná
71,64%
10º
Universidade de Federal de Santa Catarina
70,51%
11º
Universidade Federal de Viçosa
69,57%
12º
Fundação Universidade Federal do Rio Grande
69,44%
13º
Universidade Federal do Estado da Bahia
69,23%
14º
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
68,75%
15º
Universidade Federal da Bahia
68,14%
16º
Universidade Federal da Paraíba
66,67%
16º
Universidade Estadual de Montes Claros
66,67%
18º
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
66,18%
19º
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
66,13%
20º
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
65,16%
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
A sociedade consumista se preocupa com o ser humano?
A exploração de menores na cadeia produtiva da Apple
Enviado por luisnassif, seg, 16/01/2012 - 10:46 Por Glauber
O custo humano de iPads e iPhones
Título original: Your iPhone Was Built, In Part, By 13 Year-Olds Working 16 Hours A Day For 70 Cents An Hour
Por: Henry Blodget
Todos nós adoramos iPhones e iPads.
Todos nós adoramos os preços dos nossos iPhones e iPads [isso nos EUA].
E todos nós admiramos o super-ultra-lucro da Apple [isso, suponho, nos EUA], o fabricante de nossos iPhones e iPads.
É por isso que é estranho perceber que os baixos preços de nossos iPhones e iPads - e o super-ultra-lucro da Apple - somente são possíveis porque nossos iPhones e iPads são fabricados com práticas trabalhistas que seriam ilegais nos Estados Unidos.
também estranho perceber que os colegas que fazem nossos iPhones e iPads não apenas não possuem iPhones e iPadsiPhone (porque não podem comprar), como, em alguns casos, nunca viram um iPhone ou iPad. Esta é uma questao complicada. Mas também importante. E vai se tornando mais importante a medida que a economia mundial se torna cada vez mais entrelaçada.
Semana passada, a NPR [uma rádio pública americana] fez um especial sobre a linha de produção da Apple. O programa apresentou (entre outros) o relato de Mike Daisey, o apresentador que faz o programa "The Agony and Ecstasy of Steve Jobs", e o Nicholas Kristof do New York Times, cuja esposa é da China.
Você pode ler um transcrito do programa inteiro aqui (http://www.thisamericanlife.org/radio-archives/episode/454/transcript). Alguns detalhes apresentados no programa:
- A cidade chinesa de Shenzhen é onde a maioria dos nossos "brinquedinhos" são fabricados. Há 30 anos, Shenzhen era uma pequena vila a beira de um rio. Hoje é uma cidade de 13 milhões de pessoas - maior que Nova York.
- A Foxconn, uma das empresas que fabrica os iPhones e iPads (e também produtos para muitas outras empresas), possui uma fábrica em Shenzhen que emprega 430.000 pessoas.
- Existem 20 cafeterias na Foxconn de Shenzen. Cada uma delas serve 10.000 pessoas.
- Um trabalhador da Foxconn que Mike Daisey entrevistou, do lado de fora dos portões da fábrica controlados por guardas armados, foi uma garota de 13 anos. Ela fazia o polimento da tela de milhares de iPhones e iPads por dia.
- A adolescente disse que a Foxconn na verdade não checa a idade. De vez em quando ocorrem inspeções, mas a Foxconn sempre sabe quando elas irão ocorrer. E antes que os inspetores cheguem, a Foxconn apenas substitui os trabalhadores jovens pelos mais velhos.
- Nas primeiras duas horas fora dos portões da fábrica, Daisey encontrou trabalhadores que dizem ter 14, 13 e 12 anos de idade (junto com vários outros trabalhadores mais velhos). Daisey estima que em torno de 5% dos trabalhadores com quem ele conversou são menores.
- Daisey assume que a Apple, obcecada com os detalhes, deve ter conhecimento disto. Ou, se não, deve ser porque não quer saber.
- Daisey visita outras fábricas de Shenzhen, como potencial cliente. Ele descobre que a maioria dos andares térreos da fábrica são salas amplas com 20.000-30.000 trabalhadores. As salas são silenciosas: não há maquinaria e não há conversa. Quando o trabalho custa tão pouco, não há motivo para construir nada que não seja com as mãos.
- A hora de um trabalhador chinês tem 60 minutos – diferente da “hora” americana, que geralmente inclui Facebook, banheiro, uma chama telefonica e alguma conversa. O dia de trabalho oficial na China tem 8 horas, mas a jornada padrão é de 12 horas. Geralmente, essas jornadas se extendem por 14-16 horas, especialmente quando há um novo aparelho para ser montado. Enquanto Daisey estava em Shenzhen, um trabalhador da Foxconn morreu após trabalhar uma jornada de 34 horas.
- As linhas de montagem se movem na mesma velocidade que o trabalhador mais lento, então todos os trabalhadores são vigiados (com câmeras). Maioria das pessoas fica em pé.
- Os trabalhadores ficam em dormitórios. Numa área de 12-por-12, Daisey conta 15 camas, empilhadas até o teto. Um americano médio não caberia nelas.
- Os sindicatos são ilegais na China. Qualquer um que tente a sindicalização é preso.
- Daisey entevista vários antigos trabalhadores que estão secretamente apoiando um sindicato. Um grupo falou sobre o uso de hexano, uma substância usada para limpar a tela do iPhone. O hexano evapora mais rápido que os outros solventes, o que permite que a linha de produção ande mais rápido. O hexano é também neurotóxico. As mãos dos trabalhadores que contam isso para ele se agitam freneticamente.
- Alguns trabalhadores não podem mais trabalhar porque suas mãos ficaram comprometidas ao realizar a mesma tarefa centenas de milhares de vezes ao longo dos anos.
- Um homem teve sua mão machucada numa prensa de metal na Foxconn. A Foxconn não forneceu assistência médica. Quando a mão melhorou, ele não podia trabalhar. Foi então demitido pela Foxconn.
- Este homen, a propósito, fazia as capas de metal dos iPads na Foxconn. Daisey mostrou a ele seu iPad. O homem nunca tinha visto um antes. Daisey entregou o iPad pra ele brincar, que então disse: isso é “mágico”.
(...)
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